Juro por tudo nessa vida que essa história é real. Aconteceu com uma amiga minha, cujo nome será protegido até o fim das linhas. Aqui, ela será Maria.
Maria, certo dia, chegou em casa e, ao pegar o elevador, se deparou com seu vizinho de baixo. Ela tinha se esquecido quão bem apessoado ele era, fora o fato dele ser simpatissíssimo!
Ela lembrou um dia em que ela teve um PÉSSIMO dia e quando chegou em casa, o prédio tava sem luz e ela teve que subir 10 andares de escada, depois de ter brigado com o namorado. No meio do caminho ela sentou e chorou, literalmente. Eis que quem aparece? O vizinho bem apessoado e simpático pra consolá-la.
Depois desse dia ela sempre sentiu uma certa vergonha quando o encontrava, mas agora, depois de terminar um namoro longo, pela primeira vez ela o notou dessa vez no elevador. Não teve dúvidas, chegou em casa e foi logo perguntar o nome dele pro seu pai, o síndico. (o nome do vizinho também será preservado)
Quando ela perguntou por “aquele vizinho, muito simpático” seu pai logo respondeu: Ricardo! E ela, no auge de sua empolgação, começou a falar na cozinha com os pais:
- Vou bater na porta dele pra pedir um copo de açúcar pro bolo que eu tô fazendo! Aliás, um vizinho desses não pode ser “Ricardinho” só pode ser “RICARDÃO”!!! Vou bater na porta do Ricardão, aquele homem forte, sempre cheiroso, de terno, ai meu Deus, que hommmeeeem!
Depois de uns 30 minutos falando das táticas pra pegar uma xícara de açúcar lá no Ricardão, seu pai lhe chamou atenção pra um fato no mínimo relevante: Ele mora no andar de baixo, mas que provavelmente tinha a coluna comum na área da cozinha, ou seja – sua janela da cozinha era DE FRENTE pra janela dela!
Envergonhada, ela logo parou de falar dele e foi lá pra dentro. Uns 2 dias depois, o pai de Maria encontrou Ricardo no elevador e perguntou: Você mora no 702 (apartamento fictício), não é? Sem pestanejar, Ricardo respondeu:
- Moro sim… E se quiser ir lá pegar uma xícara de açúcar qualquer dia, pode ir!